Ficas?
Não.
Só por hoje...
Não.
Até eu adormecer
Não.
É a tua última resposta?
Não.
Beijou-me. Desses beijos leves e doces que nos embalam à volta do tempo e nos trazem de volta a vontade de nos aninharmos em alguém e ficarmos assim... seguros e quase, quase felizes.
Hoje à falta de ti, porque hoje não ficaste para dormir, aninho-me na escuridão, nessa falta de ti, lembro os jogos de palavras e os braços. Os teus. Nesses abraços infindáveis que me levam para lá do sono. Em sonhos. Só meus.
segunda-feira, setembro 01, 2003
Voltar...
Por norma, Setembro é o mês das partidas e dos regressos. E eu também não fujo à regra, volto em Setembro para outros lugares que não esta praia, volto para longe desta neblina que me acolhe todas as manhãs e para os outros rostos que não estes curtidos pelo sol e sal. Volto para os rostos stressados que se amontoam um pouco por todo lado em Lisboa, volto para a confusão em que me deixo perder. E volto para minha solidão que é feita de gente. Tanta gente...
Poderia viver assim...
Poderia viver assim: de ti. Da cor do teu sorriso, do silêncio das tuas palavras e do teu olhar de sonho, da tua pele que queima sempre que me toca. Poderia viver só disso: de ti. Das noites de conversas, carinhos, café e cigarros, que acabam por ser madrugadas de estrelas e luas vazias. Ou então das outras nossas noites. Ébrias. Em que bocas, olhos, odores e sorrisos se misturam. Nessas noites tenho medo. Medo de querer viver assim: de ti. Dos teus sonhos sussurrados que me parecem sempre contos de fada que nunca serão vividos por mim. Dos meus sonhos que me falam em coisas simples como acordar de manhã e ver-te ao meu lado. Poderia...
Poema mal acabado
Houve abraços guardados
que nunca te dei
sonhos inacabados
e beijos leves que não te roubei
Há silêncios obrigados
que se transformaram em lei
pensamentos vedados
onde só eu amei.
que nunca te dei
sonhos inacabados
e beijos leves que não te roubei
Há silêncios obrigados
que se transformaram em lei
pensamentos vedados
onde só eu amei.
À noite...
A noite é uma estrada
que percorremos de mão dada
encontramos na madrugada
a cúmplice idealizada
somos dois, e um nada
contra a corrente transtornada
fazendo disto uma história demorada
mesmo já tendo sido avisada
que a nossa secreta madrugada
será substituída por uma diferente alvorada.
que percorremos de mão dada
encontramos na madrugada
a cúmplice idealizada
somos dois, e um nada
contra a corrente transtornada
fazendo disto uma história demorada
mesmo já tendo sido avisada
que a nossa secreta madrugada
será substituída por uma diferente alvorada.
sexta-feira, agosto 29, 2003
Há...
Há palavras que nos magoam. Não há pensamento que não te encontre. Há sonhos que nos fogem das mãos. Não há centímetro de pele que não te sinta longe. Há beijos para sempre adiados e braços fechados incapazes de um abraço. Não há desistências. Há madrugadas frias e sem lua. Não há perdas ou danos. Há tristezas sem nome. Não há responsabilidade. E há noites assim... sem ti. Não há passado ou futuro. Há presente?
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Rute Coelho
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sexta-feira, agosto 29, 2003
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Pega na minha mão e atravessa comigo o espelho. Parte para o outro lado do mundo. Suspende o tempo e engana a realidade, abraçando-me. Com força. Com amor. Inventa histórias para me contares quando eu não conseguir dormir de madrugada. Sussurra coisas bonitas no meu ouvido. Fica. Comigo.
Esquece o mundo. As pessoas. Esquece-te de ti. Das tuas verdades absolutas e dos teus dramas pessoais. Esquece as histórias que existem para além de nós. Ajuda-me a escrever esta história e a fazer de nós personagens com futuro. Deixa-te seduzir por esta estranha calma que nos invade quando estamos perto um do outro. Deixa-me sonhar-te. Sem restrições. Sem impossíveis.
Esquece o mundo. As pessoas. Esquece-te de ti. Das tuas verdades absolutas e dos teus dramas pessoais. Esquece as histórias que existem para além de nós. Ajuda-me a escrever esta história e a fazer de nós personagens com futuro. Deixa-te seduzir por esta estranha calma que nos invade quando estamos perto um do outro. Deixa-me sonhar-te. Sem restrições. Sem impossíveis.
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Rute Coelho
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sexta-feira, agosto 29, 2003
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Entre o sonho e a realidade: escrever...
Escrever sobre ti é uma traição. A ti. E é uma violação mil vezes repetida e consentida a mim mesma. Porque consumo todos os silêncios que habitam as nossas palavras, exorcizo fantasmas, confidencio medos e sentimentos que jamais admitirei sentir por ti. Exponho a realidade. Mas uma realidade diferente. Que nem sequer é a nossa. É minha. Para qual acrescento cenas que nunca chegaram a acontecer e noutras vezes ainda filtro a verdadeira realidade conferindo-lhe outra dimensão.
Escrever sobre ti, sobre nós é falsear a nossa história. É por isso mesmo uma necessidade. Porque não sei viver com ela e tento padronizá-la, defini-la e nunca consigo. Escrevendo-a é mais fácil de compreender o que nos prende e o que nos separa. Sem definições ou padrões. E isso basta-me alimentar essa minha realidade que escrevo e descrevo vezes sem conta, à procura de um sentido, de um rumo, que não encontro e por isso continuo a escrever, à procura, num ritmo circular do qual já não consigo e já nem sei se quero fugir. Paro. Beijo-te. Sorrio. Enquanto durar estes nossos sorrisos somos um do outro. Essa é única certeza, bem como a única realidade.
Maria da Lua
Escrever sobre ti, sobre nós é falsear a nossa história. É por isso mesmo uma necessidade. Porque não sei viver com ela e tento padronizá-la, defini-la e nunca consigo. Escrevendo-a é mais fácil de compreender o que nos prende e o que nos separa. Sem definições ou padrões. E isso basta-me alimentar essa minha realidade que escrevo e descrevo vezes sem conta, à procura de um sentido, de um rumo, que não encontro e por isso continuo a escrever, à procura, num ritmo circular do qual já não consigo e já nem sei se quero fugir. Paro. Beijo-te. Sorrio. Enquanto durar estes nossos sorrisos somos um do outro. Essa é única certeza, bem como a única realidade.
Maria da Lua
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Rute Coelho
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sexta-feira, agosto 29, 2003
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Odeio despedidas...
As lágrimas, os sorrisos forçados, os acenos contínuos até se perder de vista. Depois o vazio, a garganta presa com as palavras que não se disseram, o frio, o medo de que tenha sido mesmo a última vez. Por isso não me despeço de ti. Não quero ajuda com a bagagem, nem quero abraços na estação. Mas parto. Despeço-me de ti com um daqueles beijos longos que dávamos e repetíamos vezes sem conta à ombreira da porta.
Talvez esta partida doa mais do que a última. A minha bagagem é mais pesada. Levo comigo a cor dos nossos sorrisos e o sabor dos teus lábios.
Ao longo desta viagem quero me desfazer do que é acessório. Por isso em cada lugar que visitar, quero-te esquecer aos bocadinhos. Deixar que o sal faça arder todas as feridas e as comece a cicatrizar
Quando voltar quero ter pouco de ti, em mim. Só o essencial. Para que não me esqueça que não és meu, que não me pertences. Que os teu voos nunca serão comigo. Sei-o desde do primeiro dia. Talvez desde do primeiro olhar. Acho que soube sempre isso. E por isso mesmo permiti que me descobrisses. Por isso mesmo deixei-me a descoberto. Porque sei. Ou pelo menos é nisso que quero acreditar. Adivinho nos teus olhos de sonho, que não vais ficar tempo suficiente para te desiludires comigo. Quando partires vais-me levar no coração com um sorriso. Não te prendo. Não posso. És livre. E não és meu. Mas acredito que vais ser de alguém. Por isso parto. Sem despedidas.
Maria da Lua
Talvez esta partida doa mais do que a última. A minha bagagem é mais pesada. Levo comigo a cor dos nossos sorrisos e o sabor dos teus lábios.
Ao longo desta viagem quero me desfazer do que é acessório. Por isso em cada lugar que visitar, quero-te esquecer aos bocadinhos. Deixar que o sal faça arder todas as feridas e as comece a cicatrizar
Quando voltar quero ter pouco de ti, em mim. Só o essencial. Para que não me esqueça que não és meu, que não me pertences. Que os teu voos nunca serão comigo. Sei-o desde do primeiro dia. Talvez desde do primeiro olhar. Acho que soube sempre isso. E por isso mesmo permiti que me descobrisses. Por isso mesmo deixei-me a descoberto. Porque sei. Ou pelo menos é nisso que quero acreditar. Adivinho nos teus olhos de sonho, que não vais ficar tempo suficiente para te desiludires comigo. Quando partires vais-me levar no coração com um sorriso. Não te prendo. Não posso. És livre. E não és meu. Mas acredito que vais ser de alguém. Por isso parto. Sem despedidas.
Maria da Lua
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segunda-feira, agosto 25, 2003
Diz-me que sim...
A ti...
Ofereces-me uma cereja
E o meu sorriso
Numa bandeja?
Ou o teu mundo
Num único segundo
Cheio de cor?
Devolves-me o riso
O canto na rua
E o prazer de me sentir nua?
Ou deixas-me ser tua
E descobrir os contornos do amor
À luz da lua?
Se soubesses o quanto
Dirias tanto, dirias que sim?
Maria da Lua
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