Ainda partes. E ainda dói. Como doeu sempre. A diferença entre hoje e ontem é que já não te persigo. Nem sonhos. Mesmo que ainda continues a chegar e a partir. Já não sou o teu porto de abrigo. Não sou os braços que te acolhem aquando um qualquer desgosto de amor, não sou o carinho que adormece as tuas dores (tão físicas, por vezes), não sou sequer o silêncio que entremeia as tuas palavras, e as minhas palavras já não te podem ajudar a adormecer. Ainda partes. E ainda dói. Mas também eu já parti. E ainda dói.
sábado, outubro 11, 2003
De luz e sombra...
Movo-me eu entre sombras. Habituada à solidão de existir assim, tenho medo. Medo do amor. Eu que o defendo. Eu que o busco. Eu que morro de medo de o encontrar. Morro de medo da luz que me espera para lá destas sombras. Sei que ela existe. Mas tenho medo que me encandeie uma vez mais, me fira os olhos, ou me faça chorar. Ou pior ainda que depois de viver o amor, seja obrigada a voltar a estas sombras. Por isso e no entretanto, fico-me pelas sombras. Sem luz.
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Rute Coelho
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sábado, outubro 11, 2003
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sexta-feira, outubro 10, 2003
O sofá
Foi a primeira coisa que comprei para a minha casinha. O meu sofá. Percorri imensas casas de móveis, mas não me conseguia apaixonar por nenhum sofá. Caros demais, grandes ou pequenos demais, pirosos, enfim vi de tudo. E no fim, quando quase desistia da ideia de ter um sofá na minha sala, encontrei-o. De tecido, cor pastel, é hoje o lugar perfeito, para as minhas noites enrolada em mantas, de olhos fechados, viajando ao som do "Claire de Lune" de Debussy e protegida pela memória dos teus abraços. No meu sofá.
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Rute Coelho
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sexta-feira, outubro 10, 2003
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De amor...
Falo quase sempre de amor. Do meu amor. Que é por vezes ilusão, saudade, tristeza, alegria, renascimento, partilha, entrega. E esse meu amor de que tanto falo e escrevo, não tem (ainda) um rosto por detrás do sentimento. Ou então tem vários rostos, várias histórias que quis que fossem as minhas... mas o amor tem a sua quota-parte de impossibilidade, por isso mesmo, não há ninguém por detrás do meu amor. Por hoje... amanhã quem sabe, se não é um dia diferente?
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Rute Coelho
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sexta-feira, outubro 10, 2003
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só eu
Já não alimentas os meus sonhos, os meus sorrisos ou os meus dias. Já cá não estás. Não é de hoje. Foi de sempre. Desde do primeiro dia, vou-me despedindo de ti. Hoje foi só mais uma despedida. Sem beijos ou abraços. Sem adeus. Mas mesmo assim, já não fazes parte de mim. Hoje. Só. Eu.
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Rute Coelho
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sexta-feira, outubro 10, 2003
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terça-feira, setembro 30, 2003
Se...
Aninho-me no edredon. Sinto ainda o teu cheiro. Sem esforco. O odor do whisky e do teu perfume. Se fechar os olhos, sinto o teu toque na minha pele nua. Se abrir a minha mao, pouso-a sobre o teu ombro nu e perfeitamente delineado. Se quiser sorrir, basta-me lembrar de ti. Das asas que me devolveste. E de um novo mundo que me mostraste. Se falar, quebro a cadencia desses beijos leves e doces que pintaram a nossa madrugada. Se quiser sorrir, basta-me lembrar de ti. Se falar, falo de ti, falo de amor.
quarta-feira, setembro 24, 2003
Sonhos & Amores
Este blog nasceu por amor. Amor a um sonho e a um sentimento. O sonho é o de escrever. Para mim e depois para os outros. Porque quem está do outro lado desta lua é importante porque é quem alimenta o meu sonho. Mas se por vezes esmorecem ou acabam os sentimentos, os sonhos continuam...
Têm de continuar...
Preciso de sonhos. Preciso de amor.
(Não precisamos todos?)
Têm de continuar...
Preciso de sonhos. Preciso de amor.
(Não precisamos todos?)
terça-feira, setembro 16, 2003
Ao meu desconhecido,
Escrevo-te porque não te conheço. Não sei a tua morada, o teu país ou o teu mundo. Nem tu me conheces. Mas esse é objectivo destas cartas. Quero que me conheças.Em cada palavra, está um pouco de mim. Descreverei-te o meu corpo para que o possas depois descobrir com as tuas mãos o quanto ele é teu.
Quero que saibas tudo sobre mim. Não quero perder tempo com intrigas pérfidas, inseguranças dramáticas, ou esperas dolorosas. Quando te encontrar quero que não precisemos de falar para nos sabermos ouvir. Quando te encontrar, quero-te.
Dias, meses ou mesmo anos. Mas talvez nessa altura possas ser simplesmente meu...
Quero que saibas tudo sobre mim. Não quero perder tempo com intrigas pérfidas, inseguranças dramáticas, ou esperas dolorosas. Quando te encontrar quero que não precisemos de falar para nos sabermos ouvir. Quando te encontrar, quero-te.
Dias, meses ou mesmo anos. Mas talvez nessa altura possas ser simplesmente meu...
segunda-feira, setembro 15, 2003
E se hoje fosse Inverno?
E se esta noite não fosse mais uma noite que passo sozinho? Poderias deitar-te ao meu lado e ajudar-me a adormecer. Espantar todos os fantasmas e esperar que o sono viesse de mansinho e me embalasse.
E se de manhã quando acordasse, fossem os teus cabelos a primeira imagem que visse na almofada? Beijar-te-ia suavemente e diria bom dia a mais um dia contigo. Prender-te-ia entre os meus dedos e serias uma vez mais minha. Só minha.
E se hoje fosse Inverno? Se a luz cinzenta que me acolhe o olhar fosse a desculpa ideal para ficarmos, assim deitados, encostados um ao outro, vivendo apenas de nós mesmos?
Dos beijos que damos e dos outros que prometemos não dar, das histórias que construímos nos vidros embaciados do nosso quarto. Da nossa casa.
E se hoje fosse Inverno? Seria apenas isso. Inverno. Esta seria só e apenas a minha casa e o meu quarto. E tu serias apenas o rosto da fotografia que guardo agrafada mim mesmo. Como uma recordação. De um Inverno. Que já passou. Mas que poderia ter sido hoje.
E se de manhã quando acordasse, fossem os teus cabelos a primeira imagem que visse na almofada? Beijar-te-ia suavemente e diria bom dia a mais um dia contigo. Prender-te-ia entre os meus dedos e serias uma vez mais minha. Só minha.
E se hoje fosse Inverno? Se a luz cinzenta que me acolhe o olhar fosse a desculpa ideal para ficarmos, assim deitados, encostados um ao outro, vivendo apenas de nós mesmos?
Dos beijos que damos e dos outros que prometemos não dar, das histórias que construímos nos vidros embaciados do nosso quarto. Da nossa casa.
E se hoje fosse Inverno? Seria apenas isso. Inverno. Esta seria só e apenas a minha casa e o meu quarto. E tu serias apenas o rosto da fotografia que guardo agrafada mim mesmo. Como uma recordação. De um Inverno. Que já passou. Mas que poderia ter sido hoje.
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