sábado, outubro 18, 2003

E porque...

...hoje te vi...sorri. Com um desses sorrisos francos e abertos. Num dia cheio de cansaço, nervos e lágrimas. Num dia daqueles que queremos adormecer depressa e esquecer. Vi-te. Tive-te. Por momentos. Em horas de conversa desregrada. Em que pudemos falar de tudo. Pudemos até falar de nós. De nós. Isso existe? Ou é apenas mais uma invenção minha. Mas porque hoje te vi...sorrio.

Antes do resto...

Neste momento tenho mil e poucos visitantes no meu blog. Obrigado! A todos. Aos recentes e aos habituais. E ainda áqueles outros que ainda não me conhecem. Obrigado por me deixarem compartilhar os meus sonhos e pesadelos com vocês.

quinta-feira, outubro 16, 2003

Alcóol

Ontem quando era uma menina irrequieta que me pendurava nos ramos das árvores e me balouçava ao sabor da infância, caía muitas vezes. E magoava-me.Mas não fazia mal. Em casa, a minha mãe curava as minhas feridas com alcóol. Ardia, mas curava, garantia-me ela vezes sem conta.
Hoje, bebo um alcóol diferente. Que me faz arder por dentro. Que me queima. Mas infelizmente já não cura as minhas feridas. Tenho saudades de ontem.Porque hoje já faz mal cair. Não há alcóol para me curar.

terça-feira, outubro 14, 2003

Hoje

Hoje quando te vi. Estremunhada. As palavras mal me saíam e o meu corpo cheirava a sono e a sonhos. Sonhos sem ti, claro. Porque não posso sonhar-te.
Caí no teu abraço, nas palavras pequenas que me envolvem numa suave letargia pertencente ao hoje e ao agora. Agora que já acordei. Agora que já não estou contigo. Mas estive contigo, não estive? Acordada ou a sonhar?

segunda-feira, outubro 13, 2003

Mudanças...

Apetece-me dizer que estamos como dantes. Que somos iguais ao de antes. Que tudo se mantém. Sem mudanças. Sem cortes. Suspenso nesse momento de suspiros e quimeras. Que o agora e o depois vão ser iguais. Um beijo é apenas e só isso mesmo um beijo. Promete-me que é esta a tua realidade. É?
Ou o nosso beijo foi mais do que um beijo?

sábado, outubro 11, 2003

Quando partes...

Ainda partes. E ainda dói. Como doeu sempre. A diferença entre hoje e ontem é que já não te persigo. Nem sonhos. Mesmo que ainda continues a chegar e a partir. Já não sou o teu porto de abrigo. Não sou os braços que te acolhem aquando um qualquer desgosto de amor, não sou o carinho que adormece as tuas dores (tão físicas, por vezes), não sou sequer o silêncio que entremeia as tuas palavras, e as minhas palavras já não te podem ajudar a adormecer. Ainda partes. E ainda dói. Mas também eu já parti. E ainda dói.

De luz e sombra...

Movo-me eu entre sombras. Habituada à solidão de existir assim, tenho medo. Medo do amor. Eu que o defendo. Eu que o busco. Eu que morro de medo de o encontrar. Morro de medo da luz que me espera para lá destas sombras. Sei que ela existe. Mas tenho medo que me encandeie uma vez mais, me fira os olhos, ou me faça chorar. Ou pior ainda que depois de viver o amor, seja obrigada a voltar a estas sombras. Por isso e no entretanto, fico-me pelas sombras. Sem luz.

sexta-feira, outubro 10, 2003

O sofá

Foi a primeira coisa que comprei para a minha casinha. O meu sofá. Percorri imensas casas de móveis, mas não me conseguia apaixonar por nenhum sofá. Caros demais, grandes ou pequenos demais, pirosos, enfim vi de tudo. E no fim, quando quase desistia da ideia de ter um sofá na minha sala, encontrei-o. De tecido, cor pastel, é hoje o lugar perfeito, para as minhas noites enrolada em mantas, de olhos fechados, viajando ao som do "Claire de Lune" de Debussy e protegida pela memória dos teus abraços. No meu sofá.

De amor...

Falo quase sempre de amor. Do meu amor. Que é por vezes ilusão, saudade, tristeza, alegria, renascimento, partilha, entrega. E esse meu amor de que tanto falo e escrevo, não tem (ainda) um rosto por detrás do sentimento. Ou então tem vários rostos, várias histórias que quis que fossem as minhas... mas o amor tem a sua quota-parte de impossibilidade, por isso mesmo, não há ninguém por detrás do meu amor. Por hoje... amanhã quem sabe, se não é um dia diferente?

só eu

Já não alimentas os meus sonhos, os meus sorrisos ou os meus dias. Já cá não estás. Não é de hoje. Foi de sempre. Desde do primeiro dia, vou-me despedindo de ti. Hoje foi só mais uma despedida. Sem beijos ou abraços. Sem adeus. Mas mesmo assim, já não fazes parte de mim. Hoje. Só. Eu.