quinta-feira, outubro 23, 2003

Como te quero

Como te quero, te espero e desejo. Como te ouço deslumbrada, como te olho ardente em desejo. Ah! E como te desejo, encolhida em mim, subjugada pela força do instante em que fecho os olhos e em pensamentos, te beijo, te toco e és meu. Como te quero...E como não és meu...

quarta-feira, outubro 22, 2003

Dias difíceis

Para que sorrias,

E porque há dias assim, porque há semanas assim. Em que um sorriso é um tesouro escondido entre os nervos, o cansaço e a tristeza. Um abraço, é o colo de alguém ausente num lugar demasiado distante. E a força está para lá do que conseguimos ver. Nestes dias resta apenas o carinho dos outros. Do abraço forte dos outros, dos sorrisos e mimos dos outros. Do meu abraço, do meu carinho e do meu sorriso para ti. Sorri. Sempre, foi assim que aprendi a gostar de ti.

O fim

Este é o fim. Finalmente o fim. Aquele que sempre adiei com mais um beijo, mais uma palavra, um gesto ou um sentimento. Agora é mesmo o fim. Já não tenho medo. Já me despeço de ti com serenidade. Porque já doeu tudo o que tinha que doer. Agora é só mesmo o fim. Não de mim ou de ti. Mas somente de nós. Que tanto quis que fosse de verdade, mas que no fundo, não passou de uma história de faz-de-conta, que inventámos em noites de solidão.
As nossas alianças foram essas noites escuras em que fomos companheiros e cúmplices. Mais noites virão. Agora sem ti. Mas com o futuro na minha mira. E para é ele que corro. Agora. Que chegou, finalmente, o nosso fim.

domingo, outubro 19, 2003

Riscos

Corro o risco da minha escrita se tornar lamechas e demasiado açucarada se continuar só a falar de amor, de relações, de solidões, de sonhos e de tudo o que me faz parar. Das poeiras suspensas que habitam cada momento de silêncio do meu tempo. Mas arrisco. Aqui sou assim. Aqui permito-me ser assim. Lá fora talvez possa ser diferente, no futuro.

Importa...

Podia ter sido qualquer outra coisa. E podia, claro que podia, ter sido tudo tão diferente. A verdade é que não foi. Foi assim mesmo: Amor. Foi descoberta, entrega e partilha. Foi a emoção de se dar tudo. E receber porque se dá. E perceber, hoje, no final das contas, que ainda faz sentido falar de amor. Sozinha ou contigo, não importa.
Importa apenas sentir. E não confundir o amor com todas outras coisas do quotidiano. Importa sobretudo perceber que o Amor nunca pode passar de moda.

sábado, outubro 18, 2003

sábado à chuva

Adoro o Inverno. Porque cada dia de sol torna-se especial. Adoro a chuva que me abençoa quando saio de casa para mais um dia. Adoro estas tardes em que o chá me aquece a garganta e tenho por companhia os meus livros e as minhas histórias. E as histórias dos outros. E as memórias. Como vês, nunca estou só. Ñem numa tarde chuvosa como esta.

Volto

Volto a ti. A mim. Ao que ainda não somos e eu gostaria que já fossemos. Invento espaços, frases, corpos, beijos e momentos que poderiam ser nossos. Entremeio-os com a realidade e faço a nossa história. Sózinha?

E porque...

...hoje te vi...sorri. Com um desses sorrisos francos e abertos. Num dia cheio de cansaço, nervos e lágrimas. Num dia daqueles que queremos adormecer depressa e esquecer. Vi-te. Tive-te. Por momentos. Em horas de conversa desregrada. Em que pudemos falar de tudo. Pudemos até falar de nós. De nós. Isso existe? Ou é apenas mais uma invenção minha. Mas porque hoje te vi...sorrio.

Antes do resto...

Neste momento tenho mil e poucos visitantes no meu blog. Obrigado! A todos. Aos recentes e aos habituais. E ainda áqueles outros que ainda não me conhecem. Obrigado por me deixarem compartilhar os meus sonhos e pesadelos com vocês.