domingo, fevereiro 22, 2004
Previsões metereológicas
Céu nublado. Cheia de nuvens. Carregadas de energia e prontas a explodir numa magnífica trovoada colorida de relâmpagos. E chuva. Que em mim são lágrimas tuas.
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Rute Coelho
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domingo, fevereiro 22, 2004
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sábado, fevereiro 21, 2004
Labirinto
Ando um pouco mais. Perco-me. Vislumbro um novo caminho e volto a andar um pouco mais. Perco-me. E sem saber como nem porquê, sei que estás do outro lado deste labirinto. Volto a andar com a esperança renovada de todos os viajantes perante mais uma encruzilhada. Ultrapasso as armadilhas. Por uma única recompensa. Tu. Agora perdi-me novamente. De ti. E tantas mais vezes de mim mesma.
Publicada por
Rute Coelho
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sábado, fevereiro 21, 2004
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terça-feira, fevereiro 17, 2004
O vestido
A preto e branco. Como nos filmes. Que deveriam terminar com um beijo longo e apaixonado. Cheio de magia, de cores e sabores. Em que eu deveria conhecer a tua boca e saber de cor o seu sabor, a textura dos teus lábios, de olhos fechados. Mas não há beijo, há apenas o regresso de uma viagem ao Porto que não cheguei a fazer. E há o vestido de noite que não chegou a acontecer. E há o resto. O inexplicavél que já nem sequer vale a pena falar. Sem pausas. Porque tinha que ser assim.
sexta-feira, fevereiro 13, 2004
Pausas
uma pausa...justa, merecida e sobretudo muito necessitada. Vou de férias. Para o Porto. Eu porque preciso e o blog por acrescento. Vou esvaziar a cabeça. Tentar não pensar em nada e sobretudo tentar não sentir nada. Nada mesmo. Não é uma fuga. Porque mesmo que quissese fugir de ti, nunca poderia fugir de mim mesma.
quinta-feira, fevereiro 12, 2004
de veludo
em pequenos toques que me acariciam a pele. O beijo pequeno dado no canto da boca à espera de mil promessas, as mãos entrelaçadas numa troca sempre silenciosa. O filme na Tv. As palavras que saiem agarradas sempre umas às outras agrafadas a ternuras e aventuras. A minha pele na tua pele, deslizando e arrancando-te a alma. O som, o silêncio. Eu e tu. Enterrados em veludo. A sabermos tudo sobre nós. A esquecer-nos de dizer o essencial. A lembramo-nos de nós mesmos quando a pele toca a pele. Quando o prazer acontece. Quando és quase quase quase meu. E eu sou tão tua que me esqueço por vezes de ser minha.
terça-feira, fevereiro 10, 2004
Tantas e tantas histórias
fazem este blog. Dão corpo às palavras. Dão-me alma a mim. Devolvem-me sorrisos. E são minhas. Rasgadas, queimadas, filtradas. Esquecidas. Requentadas uns tempos depois. Quentes ou arrefecidas. Leves ou carregadas com o peso do caminho. Do passado. E do futuro. Do que ainda não se fez. São as minhas histórias. Quase tão vossas como minhas. Porque são reinventadas por vocês...
Garrafinhas d'água
Ainda te lembras da expressão? E da descoberta? Das palavras à voz, da voz à imagem? Foi apenas um único instante num naufrágio aparente de ideias, ilusões e sentimentos. De palavras que se colaram umas às outras e que se fizeram desaparecer. Mergulharam num azul profundo e esqueceram-se de ser palavras. De unir pessoas. De suprimir distâncias. Flutuam apenas. Como garrafinhas d'água que alguém quis largar em mar alto. Aqui bem perto de nós...
Anoitece
como se fosse possivél o dia acabar entre nós. Como se a luz da noite quissese enfranquecer o nosso brilho. Como se o silêncio pesado das madrugadas se pudesse substituir as nossas palavras. Como se fosse possivél cristalizar sentimentos e estes pudessem ficar suspensos num único dia. Como se fosse possivél que a noite nos intimide e nos faça esvanecer. Em fragmentos. Que são estrelas. E que se avistam ao fundo. Inertes.
Anoiteces. Ainda que nos meus braços. Mas já tão distante...
Anoiteces. Ainda que nos meus braços. Mas já tão distante...
terça-feira, fevereiro 03, 2004
E poderia ter sido tudo tão diferente...
Não poderia? Deixa-me acreditar que sim. Que eu poderia ter outro corpo. Que tu me poderias ter amado. Que poderias ter entrelaçados as tuas mãos com as mãos e que no fim dia poderíamos ter sido felizes. Eu poderia ter outro corpo que tu descobrisses lentamente. Com os olhos, mãos e língua em movimentos totais e absolutos. Como poderia ter sido o teu amor por mim. Absoluto. Como poderia ter sido amor, em vez dessa outra coisa qualquer indefinivél que sentias por mim. Que me fez agarrar-me a ti, enquanto me acabava a separar de mim mesma. Poderia ter sido tudo tão diferente, se tivesses amado o meu corpo ou seu pudesse ter outro. Poderia ter evitado as lágrimas e os cortes na pele. O sangue a alagar o meu corpo que já pede redenção depois de tantas dores. Poderia ter sido tudo tão diferente. Até me poderias ter amado. E eu assim poderia ter uma boa razão para viver.
Assim foi...
o esgaçar da nossa pulseira. O inicio de algo que pretendíamos duradouro. Que pudesse iludir a solidão de dois corpos habituados a resistir sozinhos às intempéries. Assim foi numa noite, numa cama vazia de si, que ela se desprendeu de mim. Há sempre um tempo para tudo. Até para o fim. Para o o fim destes elos que pensámos inquebráveis assim que nos comprometemos a existir no leve espaço de um beijo ou de uma palavra. Assim foi o esgaçar da nossa pulseira. Do nosso elo. Assim foi o nosso fim, numa cama vazia de ti e de mim.
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