terça-feira, maio 25, 2004
Parada
parada. no meio da estrada. meio adormecida ou dormente. sem me importar com quem passa ao meu lado. se é que alguém passa. não sinto nada. permaneço quieta no meu pesadelo diário. o pensar que dói. numa noite tão escura como esta. em que o abismo espreita em cada entrada. e o próximo passo (quando o der será para lá. O absimo de sonhos. o caos antes da estrela. a chuva antes do sol. por enquanto adormecida ou dormente. parada. à espera da vida. à espera de mim mesma.
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Rute Coelho
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Com
palavras pequenas confesso: quero-te encontrar por aí. outra vez. quero que os nossos caminhos se voltem a cruzar e eu te possa dizer tantas coisas. essas mesmas que ainda não disse a ninguém. quero estar nua para ti. brilhar à luz branca do Luar. do teu. que adivinho nos beijos que trocámos que será um Luar pleno. de brilho e de magia. isso é só a minha imaginação. argumentas tu. será?
espero para ver. arrisco. num já consentido jogo. contudo temido. porque não sei o fim. não me imagino no fim. sei só que ainda sorrio. por mim.
espero para ver. arrisco. num já consentido jogo. contudo temido. porque não sei o fim. não me imagino no fim. sei só que ainda sorrio. por mim.
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segunda-feira, maio 24, 2004
mil vezes
disse que era o fim. Que depois disto ou daquilo tudo haveria de terminar. queria um fim simples, sem muitas lágrimas, sem mais desilusões ou discussões. queria pelo menos conservar o teu sorriso entre os meus braços, o cheiro da tua pele na minha. queria que ficasse algo de bom depois de nós. queria que houvesse esse depois de nós. acabou. quebraram-se as pontes. ficou o silêncio das madrugadas em que já não nos veremos e o vazio das palavras que já não diremos um ao outro. nunca mais. nem mesmo em sonhos. a varanda, as noites e os cafés, as músicas e os cigarros vão continuar. agora apenas comigo. porque acabei por partir. sozinha.
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domingo, maio 23, 2004
Sem mãos
porque já não preciso delas. As minhas não se podem unir com as tuas. sem olhos porque não posso ficar-te noites a contemplar-te enquanto dormes. sem sentidos porque não te posso sentir. Sem ouvidos porque não te ouço a chamar-me. sem voz porque não te posso dizer que te amo. sem nada. sem ti.
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domingo, maio 16, 2004
Como se...
hoje fosse já amanhã, num dia bem mais tarde, onde eu te pudesse dar a mão sem ter de fechar os olhos com muita força. Como se eu te pudesse prender contra a parede e devorar o teu corpo com a ponta dos meus dedos. Como se as minhas palavras te pudessem hoje e para sempre prender. Como se não houvesse distância. Como se hoje e só por hoje tudo fosse mais do que um sonho. Como se hoje a minha realidade pudesse ser o teu sonho..
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sexta-feira, maio 14, 2004
Mudo
de nome, de número de telefone, de morada e de cidade. Assim sei que não me vais poder encontrar. Assim é mais fácil perceber porque não sei de ti. Assim encontro uma boa desculpa para o teu silêncio. Não és tu que não queres saber de mim. Fui eu que desapareci. Repito mil vezes esta mentira. Um dia, num dia qualquer, ela tornar-se-à verdade em mim. No teu silêncio. E na minha espera.
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sábado, maio 08, 2004
Em jeito
... de despedida falas-me de cavalos que são impossiveis de deter e que precisam de correr soltos por aí. Como tu, disses-me tu. Não te posso agarrar, nem prender. Falas-me de liberdade que tanto ambiciono e dás-me a solidão como factura. Mostras-me um mapa cheio de caminhos e de viagens que quero fazer e dizes-me para partir sozinha. Sem abraços, sem braços que me esperem depois, no regresso. Incerto e tardio, prevês tu. Com um beijo casto na testa, apelidas-me de guerreira. Não sei se sou, nem sei se quero ser. Acho que preferia acabar as minhas noites nos teus braços. Parto. Sozinha. Com a certeza que desta vez, não estarás à minha espera na estação. Em jeito de despedida, confesso-te: és capaz de ter razão há cavalos demasiado selvagens e sobretudo há quem não tenha força, jeito, sentimento, para os conseguir deter. Em jeito de despedida, digo-te ainda: amei-te. Por tudo o que não pudeste ser para mim.
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Hoje sou
as palavras que me custaram a sair. Sou o eco das tuas palavras mal pronunciadas. Sou as lágrimas que não me atrevi a chorar à tua frente. Doeriam mais, entendes? Sou o silêncio que ficou quando saíste. A luz ténue de um quarto que conhecemos de cor. Sou as paredes brancas que pintámos com as palavras do nosso amor. Sou no fim sozinha. Sou o sol que fica depois de tantas chuvas. Sou a terra molhada que lentamente desperta. Sou tudo aquilo que sobejou depois de ti. Sou eu. Sem mais nada. Sou eu outra vez. Sem ti.
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quarta-feira, maio 05, 2004
Queria
desesperadamente que me pedisses para ficar. Meia-hora. Um dia, uma semana, um mês. o tempo que fosse. o tempo suficiente para mais um beijo, uma carícia adormecida no meu rosto de menina pequena e traquinas. Bastava apenas uma palavra. Deste-me as reticências de um silêncio que conheço de cor. Que não quer dizer nada. Ou que pelo contrário diz-me tudo aquilo que não quero saber. Que não me vais pedir para ficar. Porque já cá não estás. Pede-me para ficar... meia hora, um dia, uma semana. num beijo, num gesto ou numa palavra.
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segunda-feira, maio 03, 2004
sem sentido
isto, as emoções, a escrita, enfim tudo. Acho que me fico por aqui desta vez. Não há volta a dar. O resultado é sempre o mesmo. Até um dia...
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