domingo, agosto 22, 2004

sometimes

tenho medo. dessas pessoas que entram sem avisar. não pedem liçença e apenas entram. e ficam. constroem castelos no ar. e depois sem avisar novamente partem. deixam saudades e pó nas coisas. que não me atrevo a limpar.
como plasticina. como brincadeira de criança, deixas-te moldar. seres em ti ou seres no outro. quando dás por ti já nem sequer sabes bem quem és. já foste. e nos olhos fica o brilho triste e melancólico de uma saudade. de uma vida que já torna.
assim, às vezes, tenho medo das pessoas. muito medo.

sexta-feira, agosto 20, 2004

Olhares

... olho-te nos entretantos do sonho e ainda sorrio ...

terça-feira, agosto 17, 2004

Ao tempo...

Ao F. e à S.


Confesso-te, houve tempos em que duvidei de tu e eu outra vez. Juntos. E nesses intervalos de tempos nasceram dores desconhecidas, passaram por nós outras vidas. Viagens. Descobertas. Sem amarras. Incessantes procuras. Do mesmo. Do que só havia em ti.
Ficaste-me na pele. Tatuagem dolorosa e impossivél de apagar. Dor impregnada num lugar desconhecido de mim. Imprimi-te em confissões regadas a álcool e a lágrimas. Gritos desesperados, apenas porque não estavas ali. Eram outros corpos. Outras pessoas. Não tu.
Agora, hoje, aqui comigo, tenho até medo de dizer que estamos juntos. Depois deste tempo. Depois de tudo. Tenho ainda medo de acreditar que estás aqui. Comigo. E amo-te, apetece-me dizer-te.

segunda-feira, agosto 16, 2004

E passou um ano...

Deveria dizer que não dei pelo tempo passar. Que os dias, as noites e as madrugadas que fizeram este Luar, aconteceram sem que eu desse por isso. Ficava bem. E talvez fosse bonito. Mas era mentira.
Os dias, as noites, as madrugadas passaram por mim. Deixaram marcas. Algumas boas, outras nem por isso. A maioria ficou registada aqui como espasmos de dor, sorrisos, ou ininteligíveis pedidos de socorro.
Passou um ano. Feito o balanço: foi muito bom estar aqui. Corrigindo-me: é muito bom continuar aqui.

quarta-feira, agosto 11, 2004

Já foste

já foste o sorriso no fim do dia. o sorriso que me apetece ver mesmo antes de adormecer. foste a voz que embala os sonhos mesmo ao telefone na escuridão de um qualquer quarto. foste o segredo confessado às amigas. os risos nervosos das mãos que se tocam. foste as lágrimas a despontar. foste o medo. a desilusão. a angústia. a ternura. o carinho. tudo em letras pequenas. daquelas que se perdem se não as vigiarmos bem.
já foste o cansaço das discussões desgastantes. foste a mais bonita reconciliação. a injustiça e o abraço. foste o dia-a-dia sem rotina. foste a noite feita madrugada tantas vezes que me esqueci de contá-las. foste a mão no ombro que avisa. foste o cheiro a que me habituei sem dar conta. foste as letras das minhas palavras. a emoção por detrás delas. foste nos meus olhos a imperfeição que aprendi a gostar de ter por perto. foste

segunda-feira, agosto 09, 2004

De férias

De férias...ao sol, tentando renovar a inspiração e tentando renovar-me a mim mesma. Boas férias para quem como eu está de papo para o ar e bom trabalho para quem fica!



P.s-Volto para o dia de Aniversário deste blog,ou seja dia 14 de Agosto.

domingo, agosto 01, 2004

Que palavras há

Ao C.

Que palavras há para pedir desculpas a alguém quando a dor causada é assustadoramente profunda? Que palavras há para que o desespero se cale e ansiedade dimunua e seja apenas mais uma voz entre a dos infindáveis fantasmas que me perturbam o sono. A tua voz é ainda viva demais. Magoa demais. As tuas palavras vibram demais. Queimam. Ferem.
Dói tocar na minha pele depois de tudo. Porque te sinto ainda em mim. Nos livros que ficaram. Nas músicas que dividimos a meias para que tudo fosse igualmente um do outro. Porque éramos dois. E tínhamos sonhos.
Que palavras há para te poder fazer de novo sonhar comigo e aplacar nem que seja um pouco a tua dor?



sábado, julho 31, 2004

Regressos

De novo em Lisboa e já com saudades do Porto. Das ruas inclinadas. Dos cafés onde ainda reina o fantástico ambiente de tertúlia e convivência. Do mercado. Do Palácio de Cristal com as suas varandas para o rio. Do cais de Gaia. Das pontes que talvez um dia sejam o meu futuro. Das lojas de bairro onde me apetece sempre perder. Do cubo da Ribeira. E das pessoas. Dos sorrisos e dos abraços. Que encontrei desta vez no Porto.

quarta-feira, julho 28, 2004

Porto... ainda.



Ainda no Porto. Com saudades. Mas sem vontade de voltar. Com o sotaque já muito alterado. Embrenhada nas névoas misteriosas e nos quelhos que não levam a lado nenhum. Nas pessoas que cativam à primeira. Porque o Porto ainda me encanta em cada viagem. Em cada regresso... apetece dizer...

quinta-feira, julho 22, 2004





Não sei se vão ser férias. Mas vão de certeza saber-me bem estes dias na Invicta. Por tudo o que a cidade é. Por todos os bons momentos que lá passei. Pelas pessoas, pelas ruas, pelo rio que acompanha a cidade e por tudo o resto que não sei descrever mas que em mim pertence ao Porto. Até depois....