segunda-feira, fevereiro 14, 2005

prometo

cuidar mais de mim. olhar-me mais vezes ao espelho e perceber que afinal também as lágrimas e os sorrisos fazem parte do meu rosto. prometo olhar mais vezes para as minhas mãos e perceber se elas afinal ficam bem entrelaçadas com as tuas ou não. prometo tocar-me mais vezes para sentir a minha pele quente à espera da tua. prometo falar menos de tudo e de nada e falar apenas de ti. prometo ir mais vezes ao cinema, dispensar as pipocas, ficar atenta ao filme e, depois contigo, dissertar sobre ele. prometo que te vou mandar mensagens. prometo que vou tentar que faças parte da minha vida. prometo que vou arriscar. prometo que não vou ter medo do escuro. prometo que o sofá e as músicas melancólicas vão deixar de fazer parte dos meus dias. prometo.



E prometo também que vou cuidar mais deste meu Luar...

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

corpos

o teu corpo compreende o meu. sabe quando é preciso um beijo mais prolongado no pescoço quase a beirar a orelha ( a direita, eu sei que já decoraste). sabe que preciso de um abraço raramente. mas sabe que preciso de o sentir a deleitar-se com o meu toque às vezes tão duro e tão exigente que não pareço eu. mas sou. e só o teu corpo sabe disso. dessa violência desprovida das sensibilidades a que todos se habituaram a esperar de mim. o teu corpo sabe como posso ser má. como posso querer que sejas mau. ou rápido. devagar como quem percorre uma estrada sem pressa de chegar. o teu corpo. marinheiro de tantos portos. e agora tão meu. preso à minha cama. de olhar vendado pelo lenço azul. e untado de mim.

terça-feira, janeiro 25, 2005

kisses

de um beijo teu na minha face de manhã. a meio da tarde como quem precisa de estar sempre a dizer olá. à noite na testa. a despedida terna de quem não precisa de esperar muito. de madrugada o teu beijo. nos meus lábios. dentro da minha imaginação. que voa muito eu sei. E como sei...


quarta-feira, janeiro 19, 2005

de volta

depois de muitos atropelos. de volta. cheia de saudades de voltar a escrever-me e de me perder novamente aqui. no meu canto. encanto e tão cheio de emoções. naufrágios sucessivos. num barco que se mantém sem rumo. sem bússola. orienta-se pela luz da noite. o luar e as estrelas. eu. só.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

quase, quase

no fim do ano. no fim de tantas e tantas emoções. imensos sorrisos e ilusões passageiras, lágrimas que pareciam durar eternidades até secarem, emoções que não passavam e sentimentos que teimavam em ficar. este ano houve de tudo.



agora estou quase, quase a ficar um ano mais velha. mais sábia. ou talvez não. ainda gosto demasiado. ainda corro demasiado. ainda vivo tudo intensamente. será que a idade algum dia vai mudar isto?



BOM ANO PARA TODOS!

sábado, dezembro 18, 2004

quanto tempo demoras?



http://www.olhares.com


Porque não há mais nada depois deste abraço. os nossos caminhos não se voltarão a entrelaçar. não haverão mais nós por contar e desatar. agora estamos sós. no nosso adeus. e no tudo que fica depois dele. apetece perguntar: ainda haverá tempo?



porque voltas. isso eu sei. os anos ensinaram-me. quanto tempo demoras então desta vez?

sábado, dezembro 11, 2004

onde me perco

onde me encontro. onde me volto a perder. em indefinições. tão minhas e tão tuas que me abraçam e silenciam as minhas palavras. depois disto sobrou pouco para te dizer.



o teu silêncio é a parte nua do amor que não queres revelar



assim quero eu acreditar...

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Calmaria



http://www.olhares.com

deixa-te estar. assim. quieto. para eu te poder decorar. devagar. sem pressas como quase sempre que nos víamos. era sempre para ontem. os abraços angustiados. os beijos sôfregos. os toques rápidos. o fim. na pressa. os momentos que se ficaram lá atrás.



agora deixa-me apenas ver-te. não te quero tocar.
a paz na ausência
sem tempo
nem retorno


terça-feira, novembro 30, 2004

Passado, presente e futuro

Fica com o teu passado-presente que eu vou ao encontro do meu futuro.

sábado, novembro 27, 2004

Ainda a voz

porque ainda não há corpo do outro lado do espelho. ainda não há nada de visivél sem ser o sorriso. o meu espelhado na voz que já conheces de cor. o teu, derramado nas infindáveis conversas que roubamos ao tempo que já nos conhece e nos trata por tu. há mais coisas. que não sei nem sequer me atrevo a nomear. sigo-te o exemplo e sou cuidadosa. mas ainda me continua a apetecer adormecer com o som da tua voz. e isso já é alguma coisa ou não?