quinta-feira, setembro 08, 2005

terça-feira, setembro 06, 2005

desmorona-se

hoje é um dia triste. daqueles em que o sol realmente não brilha e é tudo tão negro que só apetece fugir. hoje o mundo quebrou-se no som quedo e mudo da primeira lágrima. hoje já não apetece pensar mais, nem sorrir, nem chorar. estou cansada. o meu mundo caiu. amanhã há que reconstruí-lo outra vez. de novo. sozinha. como sempre

sábado, setembro 03, 2005

Férias


Este foi um dos caminhos que percorri. Um dos muitos onde me perdi horas esquecidas sentada na relva verde apenas a contemplar. Longe de tudo. Fora de mim mesma. E perto de uma qualquer coisa que trouxe guardada comigo. Destas férias.

segunda-feira, agosto 08, 2005

não sabia

"Não sabia que ainda escrevias- Estrela do mar". Este blog está prestes a fazer dois anos. De muitas palavras. De muitas lágrimas e muitos sorrisos. Sobretudo sentimentos e emoções. Muitos comentários que entretanto se perderam com as mudanças e falhas técnicas. Mas este comentário tocou-me muito. Fiquei como se costuma dizer com um amargo de boca porque tive uma sensação de desilusão comigo mesma.Abandrar o ritmo de escrita poderia ser compreensivél, agora abandalhar o blog e deixá-lo quase ao abandono deixou-me triste. Daí a vontade de recomeçar depois das minhas férias. Com outras palavras. outras histórias. outros sorrisos. fica a promessa para que este comentário não se repita. Obrigado Estrela do Mar por ele!

terça-feira, julho 12, 2005

finalmente

será que o posso dizer com certeza? com toda aquela certeza que preciso para poder continuar. em frente num caminho. que nem sequer tenho a certeza se é o meu. senti a porta bater. Não nos despedimos desta vez. foi a primeira vez que isso aconteceu. ouvi só o estrondo. assim não te pude olhar nos olhos para ter a certeza de que foi a última vez que saíste assim de casa. a meio da noite. depois de mais uma conversa. sempre a última antes da próxima. finalmente. agora quero continuar. agora posso-me libertar do teu cheiro e da tua presença. em mim. na casa. nos livros. na memória e no coração. agora posso voltar a viver. finalmente?

domingo, julho 10, 2005


E tudo sempre tão depressa... Ficaram as saudades por matar e tanta coisa por te dizer ainda. o tempo já não espera por nós. Tenho o comboio para apanhar. À minha espera tenho a estação. Depois a casa vazia. Depois de tudo. Depois de ti. Porto- Lisboa. Sempre o mesmo regresso a casa. Posted by Picasa

E se tudo tivesse sido assim...

como os meus sonhos sonhados e transcritos neste espaço? e se realmente a poesia que nos uniu fosse a prosa simples de duas mãos entrelaçadas no escurinho de uma sessão de cinema? e se os meus olhos não fossem apenas faróis que te indicam que estou sempre aqui? e se o meu sorriso pudesse ter o sabor dos teus lábios em vez deste travo amargo de abandono e saudade? e se tudo tivesse sido assim numa qualquer dessas noites? e se o sono tantas vezes junto e misturado em lutas de almofada fosse apenas o amor costurado e preso às almofadas? e se?


e se tudo isto tivesse acontecido?


isto e mais qualquer coisa...


e se...?


haveria ainda sonho em nós?

sábado, julho 02, 2005

o meu luar

foi numa noite de lua cheia. numa noite sem sono. só sonho. o teu nome e o meu contaminados pela luz da lua. de mãos dadas a sentir. o mar. o oceano ali tão perto. as ondas a acabarem-se na espuma que faz cócegas nos pés. a tua mão que roça na minha. quero-a sentir mais perto. agarro-a, deixo-a prender-se nos meus dedos, soltar-se. sentir a textura dos teus lábios nos meus dedos, a barba mal feita... e depois os teus lábios nos meus. por fim. a noite é madrugada. depois manhã. a lua é sol. e tu és ainda o sonho de um luar.

segunda-feira, junho 27, 2005

a distância que se percorre

são sempre os mesmos quilómetros. o mesmo alcatrão. as mesmas portagens. as mesmas estações. a voz rouca no comboio que me deseja uma boa viagem. como pode ser boa se assim que aqui entro já tenho sempre o tempo contado para voltar. e depois encontrar-te. estranhar-te como sempre. e relembrar-me aos poucos e poucos porque é que és tu o abraço que sempre me aquece. depois de novo a estação. ou a entrada da auto-estrada. a despedida. as lágrimas que caiem. porque custa sempre partir quando se quer tanto ficar. porque há distância. porque é assim. porque passamos tempo a mais despedirmo-nos.

terça-feira, junho 21, 2005

Quando partes?

Porque é que há em mim tanto de ti. porque ficaram as palavras. os gestos? as manias. as preferências, o riso, o sono e o sonho? porque te entranhaste na pele? sempre disseste que não ias ficar. que um dia ia ver-te partir. Ficaste, foste ficando como quem adia só mais um dia a partida.Agora sou eu que quero que partas. Quero poder acenar-te da janela e saber que foi mesmo a última vez que te vi. Que escrevemos entre nós tudo o que havia a escrever. não quero este quase. este meio que não acaba. este desespero de saber que amanhã vai ser um dia igual a tantos outros e que te vou sentir na minha pele. tatuagem. ferida.



Quando partes?