o instante tornado eterno. em que tudo ameaça cair . em câmara lenta. para doer mais. devagar para poder doer em todo lado. água apenas. em mim. tens sede?
sexta-feira, setembro 30, 2005
água apenas
o instante tornado eterno. em que tudo ameaça cair . em câmara lenta. para doer mais. devagar para poder doer em todo lado. água apenas. em mim. tens sede?
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Rute Coelho
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sexta-feira, setembro 30, 2005
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sexta-feira, setembro 16, 2005
"Quebrámos os dois"
sexta-feira, setembro 09, 2005
quinta-feira, setembro 08, 2005
terça-feira, setembro 06, 2005
desmorona-se
hoje é um dia triste. daqueles em que o sol realmente não brilha e é tudo tão negro que só apetece fugir. hoje o mundo quebrou-se no som quedo e mudo da primeira lágrima. hoje já não apetece pensar mais, nem sorrir, nem chorar. estou cansada. o meu mundo caiu. amanhã há que reconstruí-lo outra vez. de novo. sozinha. como sempre
sábado, setembro 03, 2005
Férias

Este foi um dos caminhos que percorri. Um dos muitos onde me perdi horas esquecidas sentada na relva verde apenas a contemplar. Longe de tudo. Fora de mim mesma. E perto de uma qualquer coisa que trouxe guardada comigo. Destas férias.
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Rute Coelho
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sábado, setembro 03, 2005
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segunda-feira, agosto 08, 2005
não sabia
"Não sabia que ainda escrevias- Estrela do mar". Este blog está prestes a fazer dois anos. De muitas palavras. De muitas lágrimas e muitos sorrisos. Sobretudo sentimentos e emoções. Muitos comentários que entretanto se perderam com as mudanças e falhas técnicas. Mas este comentário tocou-me muito. Fiquei como se costuma dizer com um amargo de boca porque tive uma sensação de desilusão comigo mesma.Abandrar o ritmo de escrita poderia ser compreensivél, agora abandalhar o blog e deixá-lo quase ao abandono deixou-me triste. Daí a vontade de recomeçar depois das minhas férias. Com outras palavras. outras histórias. outros sorrisos. fica a promessa para que este comentário não se repita. Obrigado Estrela do Mar por ele!
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Rute Coelho
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segunda-feira, agosto 08, 2005
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terça-feira, julho 12, 2005
finalmente
será que o posso dizer com certeza? com toda aquela certeza que preciso para poder continuar. em frente num caminho. que nem sequer tenho a certeza se é o meu. senti a porta bater. Não nos despedimos desta vez. foi a primeira vez que isso aconteceu. ouvi só o estrondo. assim não te pude olhar nos olhos para ter a certeza de que foi a última vez que saíste assim de casa. a meio da noite. depois de mais uma conversa. sempre a última antes da próxima. finalmente. agora quero continuar. agora posso-me libertar do teu cheiro e da tua presença. em mim. na casa. nos livros. na memória e no coração. agora posso voltar a viver. finalmente?
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domingo, julho 10, 2005

E tudo sempre tão depressa... Ficaram as saudades por matar e tanta coisa por te dizer ainda. o tempo já não espera por nós. Tenho o comboio para apanhar. À minha espera tenho a estação. Depois a casa vazia. Depois de tudo. Depois de ti. Porto- Lisboa. Sempre o mesmo regresso a casa.
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Rute Coelho
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domingo, julho 10, 2005
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E se tudo tivesse sido assim...
como os meus sonhos sonhados e transcritos neste espaço? e se realmente a poesia que nos uniu fosse a prosa simples de duas mãos entrelaçadas no escurinho de uma sessão de cinema? e se os meus olhos não fossem apenas faróis que te indicam que estou sempre aqui? e se o meu sorriso pudesse ter o sabor dos teus lábios em vez deste travo amargo de abandono e saudade? e se tudo tivesse sido assim numa qualquer dessas noites? e se o sono tantas vezes junto e misturado em lutas de almofada fosse apenas o amor costurado e preso às almofadas? e se?
e se tudo isto tivesse acontecido?
isto e mais qualquer coisa...
e se...?
haveria ainda sonho em nós?
e se tudo isto tivesse acontecido?
isto e mais qualquer coisa...
e se...?
haveria ainda sonho em nós?
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Rute Coelho
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domingo, julho 10, 2005
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