precisava de te escrever... de te dizer tantas coisas que depois se entalam na garganta. eu esqueço que elas existem. passo adiante. mas essas coisas, não sei como, mas encontram-me, moem-me por dentro. sufocam-me. quero gritar. a voz não sai. tento esquecer outra vez. pisar essas coisas. apagá-las. adiá-las. fazer qualquer coisa com elas. menos dizer-te o que vai aqui dentro. isso não. isso nunca.
E ando tão cansada de correr. de me esconder. dessas coisas. que são os meus sonhos. impossíveis. e só meus
sexta-feira, novembro 18, 2005
quarta-feira, outubro 26, 2005
porquê?
(porque não sei responder à tua pergunta...)
o grito lacinante vindo do nada. abafado pelo choro contínuo dos demais. olho-os à minha volta. e não compreendem a minha dor. a furiosa pergunta que me destrói, me cansa, me revolta. porquê tu? porquê agora? cresce dentro de mim, sufoca-me a garganta. isto é tudo medo do depois. de como vão ser os dias sem ti. e medo do antes. de não ter dito vezes suficientes que te amava. que foste tudo. agarro-me aos outros procurando um consolo que não existe. murmuro palavras mecanicamente. entre o pesadelo e o terror de acordar e saber que tudo isto é verdade. esta sou eu.
nem se quero viver depois disto tudo, para quê insistirem comigo para eu beber, comer ou dormir. não quero ser forte. não quero ter calma ou paciência. nem aguento mais as condolências. é tudo tão definitivo hoje... preciso de ti. mais do que nunca. Onde estás? Porquê?
hoje dói ainda mais do que ontem. hoje vi-o pela última vez. agora não mais. vivo ou morto.
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Rute Coelho
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quarta-feira, outubro 26, 2005
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terça-feira, outubro 11, 2005
meias verdades
meias verdades ou meias mentiras. em que me quero esconder. afogar as lembranças em enganos mais ou menos credivéis. construo à minha volta um mundo do qual não saio. não é seguro. um passo em falso. e quem sabe? posso-me apaixonar. por ti, sim. que me dizes palavras demasiado bonitas para serem para mim. E, não, não acredito em ti. já te disse. não saio deste meu mundo.
Ameaças que me vens buscar. no fundo até acredito que poderias conseguir fazer-me correr riscos. até (nos dias bons) quase acredito que te posso amar. a verdade escondida nas minhas mentiras. pequeninas. para doerem menos. ( e mesmo assim já doem tanto...) amo-te mas não e digo. esta é a mentira que aprendi a disfarçar cada vez mais melhor. a verdade que não vais ouvir. nunca dos meus lábios. essa é a minha pequenina vitória. e é também a minha derrota.
Ameaças que me vens buscar. no fundo até acredito que poderias conseguir fazer-me correr riscos. até (nos dias bons) quase acredito que te posso amar. a verdade escondida nas minhas mentiras. pequeninas. para doerem menos. ( e mesmo assim já doem tanto...) amo-te mas não e digo. esta é a mentira que aprendi a disfarçar cada vez mais melhor. a verdade que não vais ouvir. nunca dos meus lábios. essa é a minha pequenina vitória. e é também a minha derrota.
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terça-feira, outubro 11, 2005
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domingo, outubro 02, 2005
"Inscrição sobre as ondas"

"Mal fora iniciada a viagem um deus me segredou que eu nao iria so. Por isso a cada vulto os sentidos reagem, supondo ser a luz que o deus me segredou"
David Mourão- Ferreira
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Rute Coelho
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domingo, outubro 02, 2005
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sexta-feira, setembro 30, 2005
água apenas
o instante tornado eterno. em que tudo ameaça cair . em câmara lenta. para doer mais. devagar para poder doer em todo lado. água apenas. em mim. tens sede?
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Rute Coelho
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sexta-feira, setembro 30, 2005
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sexta-feira, setembro 16, 2005
"Quebrámos os dois"
sexta-feira, setembro 09, 2005
quinta-feira, setembro 08, 2005
terça-feira, setembro 06, 2005
desmorona-se
hoje é um dia triste. daqueles em que o sol realmente não brilha e é tudo tão negro que só apetece fugir. hoje o mundo quebrou-se no som quedo e mudo da primeira lágrima. hoje já não apetece pensar mais, nem sorrir, nem chorar. estou cansada. o meu mundo caiu. amanhã há que reconstruí-lo outra vez. de novo. sozinha. como sempre
sábado, setembro 03, 2005
Férias

Este foi um dos caminhos que percorri. Um dos muitos onde me perdi horas esquecidas sentada na relva verde apenas a contemplar. Longe de tudo. Fora de mim mesma. E perto de uma qualquer coisa que trouxe guardada comigo. Destas férias.
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Rute Coelho
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sábado, setembro 03, 2005
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