porque sim. porque a estrada é comprida. e é de noite. não conheço o Caminho e não sei ler mapas nem decifrar códigos. sei de ti que não estás aqui, sei de mim que continuo em frente. corto as curvas e sigo às cegas. porque me procuro sem te procurar. porque já não me entendo. caio, tropeço. e já não sei nada. sozinha. porque sim. porque tem mesmo de ser. é o único caminho que conheço.
"Se não te deste a ninguém...magoaste alguém..."- Carta, Toranja
sábado, janeiro 28, 2006
alone
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
sábado, janeiro 28, 2006
9 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, janeiro 13, 2006
porque às vezes também eu me esqueço de mim
olhar-me e não saber ver-me. porque o tempo fez as suas mudanças. a última vez que me vi usava tranças. tinha olhos enormes de espanto. e sonhava como uma criança.
estou mais velha....
não uso tranças. já não me espanto.
Cresci?
estou mais velha....
não uso tranças. já não me espanto.
Cresci?
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
sexta-feira, janeiro 13, 2006
10 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
terça-feira, dezembro 13, 2005
terça-feira, dezembro 06, 2005
domingo, dezembro 04, 2005
cansada
cansada de ver a chuva cair. cansada de saber que é necessária. cansada de te ver. ouvir e sentir. tão perto e tão demasiado longe. cansada das minhas lágrimas que teimam em não cair.
hoje queria apenas fechar os olhos e deitar-me em ti...
hoje queria apenas fechar os olhos e deitar-me em ti...
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
domingo, dezembro 04, 2005
1 comentário:
Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, novembro 18, 2005
precisava...
precisava de te escrever... de te dizer tantas coisas que depois se entalam na garganta. eu esqueço que elas existem. passo adiante. mas essas coisas, não sei como, mas encontram-me, moem-me por dentro. sufocam-me. quero gritar. a voz não sai. tento esquecer outra vez. pisar essas coisas. apagá-las. adiá-las. fazer qualquer coisa com elas. menos dizer-te o que vai aqui dentro. isso não. isso nunca.
E ando tão cansada de correr. de me esconder. dessas coisas. que são os meus sonhos. impossíveis. e só meus
E ando tão cansada de correr. de me esconder. dessas coisas. que são os meus sonhos. impossíveis. e só meus
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
sexta-feira, novembro 18, 2005
1 comentário:
Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, outubro 26, 2005
porquê?
(porque não sei responder à tua pergunta...)
o grito lacinante vindo do nada. abafado pelo choro contínuo dos demais. olho-os à minha volta. e não compreendem a minha dor. a furiosa pergunta que me destrói, me cansa, me revolta. porquê tu? porquê agora? cresce dentro de mim, sufoca-me a garganta. isto é tudo medo do depois. de como vão ser os dias sem ti. e medo do antes. de não ter dito vezes suficientes que te amava. que foste tudo. agarro-me aos outros procurando um consolo que não existe. murmuro palavras mecanicamente. entre o pesadelo e o terror de acordar e saber que tudo isto é verdade. esta sou eu.
nem se quero viver depois disto tudo, para quê insistirem comigo para eu beber, comer ou dormir. não quero ser forte. não quero ter calma ou paciência. nem aguento mais as condolências. é tudo tão definitivo hoje... preciso de ti. mais do que nunca. Onde estás? Porquê?
hoje dói ainda mais do que ontem. hoje vi-o pela última vez. agora não mais. vivo ou morto.
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
quarta-feira, outubro 26, 2005
3 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
terça-feira, outubro 11, 2005
meias verdades
meias verdades ou meias mentiras. em que me quero esconder. afogar as lembranças em enganos mais ou menos credivéis. construo à minha volta um mundo do qual não saio. não é seguro. um passo em falso. e quem sabe? posso-me apaixonar. por ti, sim. que me dizes palavras demasiado bonitas para serem para mim. E, não, não acredito em ti. já te disse. não saio deste meu mundo.
Ameaças que me vens buscar. no fundo até acredito que poderias conseguir fazer-me correr riscos. até (nos dias bons) quase acredito que te posso amar. a verdade escondida nas minhas mentiras. pequeninas. para doerem menos. ( e mesmo assim já doem tanto...) amo-te mas não e digo. esta é a mentira que aprendi a disfarçar cada vez mais melhor. a verdade que não vais ouvir. nunca dos meus lábios. essa é a minha pequenina vitória. e é também a minha derrota.
Ameaças que me vens buscar. no fundo até acredito que poderias conseguir fazer-me correr riscos. até (nos dias bons) quase acredito que te posso amar. a verdade escondida nas minhas mentiras. pequeninas. para doerem menos. ( e mesmo assim já doem tanto...) amo-te mas não e digo. esta é a mentira que aprendi a disfarçar cada vez mais melhor. a verdade que não vais ouvir. nunca dos meus lábios. essa é a minha pequenina vitória. e é também a minha derrota.
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
terça-feira, outubro 11, 2005
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
domingo, outubro 02, 2005
"Inscrição sobre as ondas"

"Mal fora iniciada a viagem um deus me segredou que eu nao iria so. Por isso a cada vulto os sentidos reagem, supondo ser a luz que o deus me segredou"
David Mourão- Ferreira
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
domingo, outubro 02, 2005
2 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
sexta-feira, setembro 30, 2005
água apenas
o instante tornado eterno. em que tudo ameaça cair . em câmara lenta. para doer mais. devagar para poder doer em todo lado. água apenas. em mim. tens sede?
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
sexta-feira, setembro 30, 2005
1 comentário:
Hiperligações para esta mensagem
Subscrever:
Mensagens (Atom)

