pergunto-me por quanto tempo mais? a espera sem sentido. a janela sempre a mesma. a chuva que cai. e tu que nunca chegas. e mesmo quando vens. nunca é a mim que me vês. vês o resto. o que os olhos alcançam, o que as mãos tocam e os que ouvidos ouvem. nunca me vês com o teu coração.
quanto tempo mais vou precisar de estar à janela à espera de mim que não me vejo com o coração?
sexta-feira, março 24, 2006
sábado, fevereiro 11, 2006
não há vento...não sei de ti...
O vento parou. as árvores quietas á espera. o ambiente tenso. algo para acontecer. e nada. não sei de ti. podia ser diferente. eu sei. será que tu sabes.
não há vento. não sei de ti. continuo parada.
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Rute Coelho
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sábado, fevereiro 11, 2006
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006
Lisboa... em memória

é assim que te quero lembrar. como na foto. a partir. lá ao fundo. o cacilheiro que te leva até à outra margem. depois disso. a uma outra vida. é sempre assim. lisboa. despedidas constantes. fica a foto. a sépia. a cor das nossas memórias. fica o céu azul e a luz indiscritivél. este jardim. os passos que demos. o beijo antes do último. amanhã. não haverá lisboa.
hoje...porque é Inverno
Hoje. porque é inverno. de dias curtos. noites longas. absortas que deveriam ser em pensamentos vãos. qual Alice a atravessar o espelho. agora não mais. a cadela no meu colo. a televisão encantando o espírito com histórias de príncipes e princesas. os olhos fechados.as tremuras nas mãos a afagar o dorso dela. tenho de te contar a verdade. a ti a e só a ti. não há princípes. e eu já não acredito em princesas. o outro lado do espelho é a fantasia em que não posso cair. o lugar secreto onde nos encontrávamos. porta que fechaste. amargo sabor. procurei-te. é verdade. em pensamentos desconexos. sonhos delirantes. o futuro é nosso. só desta vez. quis acreditar. encontraste-me agora. não sei no que quero acreditar. Existimos?
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Rute Coelho
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quarta-feira, fevereiro 01, 2006
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sábado, janeiro 28, 2006
alone
porque sim. porque a estrada é comprida. e é de noite. não conheço o Caminho e não sei ler mapas nem decifrar códigos. sei de ti que não estás aqui, sei de mim que continuo em frente. corto as curvas e sigo às cegas. porque me procuro sem te procurar. porque já não me entendo. caio, tropeço. e já não sei nada. sozinha. porque sim. porque tem mesmo de ser. é o único caminho que conheço.
"Se não te deste a ninguém...magoaste alguém..."- Carta, Toranja
"Se não te deste a ninguém...magoaste alguém..."- Carta, Toranja
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Rute Coelho
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sábado, janeiro 28, 2006
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sexta-feira, janeiro 13, 2006
porque às vezes também eu me esqueço de mim
olhar-me e não saber ver-me. porque o tempo fez as suas mudanças. a última vez que me vi usava tranças. tinha olhos enormes de espanto. e sonhava como uma criança.
estou mais velha....
não uso tranças. já não me espanto.
Cresci?
estou mais velha....
não uso tranças. já não me espanto.
Cresci?
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Rute Coelho
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sexta-feira, janeiro 13, 2006
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terça-feira, dezembro 13, 2005
terça-feira, dezembro 06, 2005
domingo, dezembro 04, 2005
cansada
cansada de ver a chuva cair. cansada de saber que é necessária. cansada de te ver. ouvir e sentir. tão perto e tão demasiado longe. cansada das minhas lágrimas que teimam em não cair.
hoje queria apenas fechar os olhos e deitar-me em ti...
hoje queria apenas fechar os olhos e deitar-me em ti...
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Rute Coelho
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domingo, dezembro 04, 2005
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sexta-feira, novembro 18, 2005
precisava...
precisava de te escrever... de te dizer tantas coisas que depois se entalam na garganta. eu esqueço que elas existem. passo adiante. mas essas coisas, não sei como, mas encontram-me, moem-me por dentro. sufocam-me. quero gritar. a voz não sai. tento esquecer outra vez. pisar essas coisas. apagá-las. adiá-las. fazer qualquer coisa com elas. menos dizer-te o que vai aqui dentro. isso não. isso nunca.
E ando tão cansada de correr. de me esconder. dessas coisas. que são os meus sonhos. impossíveis. e só meus
E ando tão cansada de correr. de me esconder. dessas coisas. que são os meus sonhos. impossíveis. e só meus
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Rute Coelho
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sexta-feira, novembro 18, 2005
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