sexta-feira, abril 21, 2006

gostar

perdi-me da vontade de amar. não consigo e não sei se algum dia vou querer conseguir. fico-me por aqui. pelas coisas simples. gostar. gosto. muito. simplesmente. de ti. amar. acho que não quero voltar a saber o que isso é.

sexta-feira, março 24, 2006

quanto tempo mais?

pergunto-me por quanto tempo mais? a espera sem sentido. a janela sempre a mesma. a chuva que cai. e tu que nunca chegas. e mesmo quando vens. nunca é a mim que me vês. vês o resto. o que os olhos alcançam, o que as mãos tocam e os que ouvidos ouvem. nunca me vês com o teu coração.



quanto tempo mais vou precisar de estar à janela à espera de mim que não me vejo com o coração?

sábado, fevereiro 11, 2006

não há vento...não sei de ti...

O vento parou. as árvores quietas á espera. o ambiente tenso. algo para acontecer. e nada. não sei de ti. podia ser diferente. eu sei. será que tu sabes.


não há vento. não sei de ti. continuo parada.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Lisboa... em memória


é assim que te quero lembrar. como na foto. a partir. lá ao fundo. o cacilheiro que te leva até à outra margem. depois disso. a uma outra vida. é sempre assim. lisboa. despedidas constantes. fica a foto. a sépia. a cor das nossas memórias. fica o céu azul e a luz indiscritivél. este jardim. os passos que demos. o beijo antes do último. amanhã. não haverá lisboa.

hoje...porque é Inverno

Hoje. porque é inverno. de dias curtos. noites longas. absortas que deveriam ser em pensamentos vãos. qual Alice a atravessar o espelho. agora não mais. a cadela no meu colo. a televisão encantando o espírito com histórias de príncipes e princesas. os olhos fechados.as tremuras nas mãos a afagar o dorso dela. tenho de te contar a verdade. a ti a e só a ti. não há princípes. e eu já não acredito em princesas. o outro lado do espelho é a fantasia em que não posso cair. o lugar secreto onde nos encontrávamos. porta que fechaste. amargo sabor. procurei-te. é verdade. em pensamentos desconexos. sonhos delirantes. o futuro é nosso. só desta vez. quis acreditar. encontraste-me agora. não sei no que quero acreditar. Existimos?

sábado, janeiro 28, 2006

alone

porque sim. porque a estrada é comprida. e é de noite. não conheço o Caminho e não sei ler mapas nem decifrar códigos. sei de ti que não estás aqui, sei de mim que continuo em frente. corto as curvas e sigo às cegas. porque me procuro sem te procurar. porque já não me entendo. caio, tropeço. e já não sei nada. sozinha. porque sim. porque tem mesmo de ser. é o único caminho que conheço.


"Se não te deste a ninguém...magoaste alguém..."- Carta, Toranja

sexta-feira, janeiro 13, 2006

porque às vezes também eu me esqueço de mim

olhar-me e não saber ver-me. porque o tempo fez as suas mudanças. a última vez que me vi usava tranças. tinha olhos enormes de espanto. e sonhava como uma criança.


estou mais velha....



não uso tranças. já não me espanto.


Cresci?

terça-feira, dezembro 13, 2005

sangue

A V. que me ensinou que...



... o amor não tem sangue...

terça-feira, dezembro 06, 2005

silêncio


o silêncio é a parte nua do amor que não queres revelar

domingo, dezembro 04, 2005

cansada

cansada de ver a chuva cair. cansada de saber que é necessária. cansada de te ver. ouvir e sentir. tão perto e tão demasiado longe. cansada das minhas lágrimas que teimam em não cair.




hoje queria apenas fechar os olhos e deitar-me em ti...