Encosta-te a mim... depois de tudo. Depois da vida. Encosta-te a mim. a música é maravilhosa e o video é quase quase feito de um afecto genuíno que dá arrepios. Uma música que faz sorrir. E um video que faz querer acreditar. Nas pessoas e nos afectos.
segunda-feira, outubro 01, 2007
sexta-feira, setembro 28, 2007
onde estiveres
Onde quer que estejas, para onde quer que o fim te tenha levado, não importa. Onde quer que estejas estás comigo. Guardado a sete chaves naquele canto terno que se invoca quando tudo dói demais. E é bom lembrar dos abraços, da paciência, dos gelados e dos passeios, dos baloiços, dos rebuçados e dos almoços de domingo, da ternura e do amor infinito. É bom lembrar-me de ti. Hoje no dia dos teus anos. Onde quer que estejas, estás comigo. Para sempre. Parabéns.
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Rute Coelho
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sexta-feira, setembro 28, 2007
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quinta-feira, setembro 27, 2007
mas
Deveria estar bem mas... deveria estar feliz mas... devia abraçar o mundo com toda a força e renascer para os sonhos de olhos abertos mas... Deveria sorrir mas... Deveria chorar pois então de alegria mas... Deveria. Pois deveria. Se tudo fosse assim tão fácil. Tão imediato e simples. como um arco íris. O baú das moedas no fim. Eu deveria encontrá-lo. Mas...
Deveria amar todos os homen possiveis do planeta mas... existes tu. E isso muda tudo. Mas não deveria.
Deveria amar todos os homen possiveis do planeta mas... existes tu. E isso muda tudo. Mas não deveria.
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Rute Coelho
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terça-feira, setembro 18, 2007
ser ou não ser
estou cheia de palavras que nem sei o que querem dizer. nem sei como as escrever. sei que há alguma coisa em mim que precisa de sair. adivinho que são palavras porque reconheço os sintomas. mas pela primeira vez não sei qual é a doença e desconheço em absoluto se há cura. revejo-me imensas vezes ao espelho. afincadamente acreditem. para tentar ver. o mesmo que os outros veêm. olho e não me vejo. e nem sequer suspeito, onde em mim, os outros encontram tanta coisa.
"és muito especial, sabias?!"
Posso ser sincera? Sabia. Sei. Só não sei o que isso faz de mim. E sei também que ninguém me dará essa resposta. Porque também não é uma pergunta. é só um vazio. é só olhar-me e não me ver. coisa pouca, portanto.
"és muito especial, sabias?!"
Posso ser sincera? Sabia. Sei. Só não sei o que isso faz de mim. E sei também que ninguém me dará essa resposta. Porque também não é uma pergunta. é só um vazio. é só olhar-me e não me ver. coisa pouca, portanto.
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terça-feira, setembro 11, 2007
no escuro
as mãos procuram no escuro. o amor encontra-se. este é o teu braço, a tua perna? percorro os caminhos do corpo, fico-me pelos pequenos recantos desconhecidos, respirando-te lentamente. porque o tempo é contado entre nós. desço, subo. fico-me e morro nos lábios. seguro o peito em chamas que ameaça ser apenas cinza depois de agora. os olhares prendem-se e há um sorriso no beijo molhado e exigente. nas mãos que me cortam. fragamentos de amor às escuras. nós.
**Fragmento retirado do meu projecto de texto ou de sonho
**Fragmento retirado do meu projecto de texto ou de sonho
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sábado, setembro 08, 2007
porque não sei
eu que já soube tanta coisa. nomes de rios. capitais de cidades. cores de bandeiras. eu que já soube falar de sentimentos. eu que achava que me conhecia a mim mesma. que sabia a linha e o horário exacto do comboio que queria apanhar. eu que já soube tanta coisa. já desafiei outros com os meus conhecmentos. já dei conselhos. já opinei e já tive razão. já voltei atrás e admiti erros. já caí e já me levantei. agora simplesmente não sei o que fazer. não me ouço. e o que sai de dentro de mim é uma enorme confusão. há vidas suspensas à espera de mim. há pessoas que aguardam as minhas decisões para viver. já não é só uma negativa no teste. é uma vida a crescer. um beijo que não basta. e uma palavra simples "amo-te" que muda tudo. só em mim é que não. porque não sei. o que sou. pintas-me. retrato díficil. és especial. é bom, mas mete medo. ser especial. o que é isso? não sei. eu que já soube tanta coisa.
na estação anunciam o comboio. não sei se me apetece apanhá-lo. não sei se me apetece o destino
na estação anunciam o comboio. não sei se me apetece apanhá-lo. não sei se me apetece o destino
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terça-feira, setembro 04, 2007
E se...
Se se perdeu o momento. Se te foste embora no minuto imediamente antes àquele em que eu podia ter sorrido e dito "amo-te", porque não era preciso dizer mais nada. mais nada mesmo. porque passou a hora, o dia e ficou a semana. Nessa semana ficou encurralado esse momento. em que as palavras teriam valido o ouro, a prata ou o bronze. Se tudo isso foi assim, exactamente como acabo de descrever, uma prova de ateletismo algures no oriente, em que aproveitaste a inspiração e correste. Atravessaste a porta. e foste. poderias ter sido o ouro, a prata ou o bronze na minha vida. Ficaste um "e se..."
acho que me estou a tornar uma excelente coleccionadora de "e se...." ou incrivelmente boa a perder momentos.
acho que me estou a tornar uma excelente coleccionadora de "e se...." ou incrivelmente boa a perder momentos.
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Rute Coelho
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terça-feira, setembro 04, 2007
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momentos
desafio- o primeiro
Em jeito de resposta ao repto do Ricardo , fica aqui a frase:
"o cabelo louro dele também estava molhado naquele dia, embora fosse ainda jovem e não o tivesse começado a pintar" - amor numa rua escura- Irwin shaw
As regras deste desafio.
1. Pegar no livro mais próximo
2. Abri-lo na página 161
3. Procurar a 5ª frase completa
4. Colocar a frase no blogue
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo)
6. Passar o desafio a cinco pessoas
Para cumprimento da regra 6, passo o desafio a:
a) katraponga
b) delusions
c) bubbles
d)marta
e)Luci
"o cabelo louro dele também estava molhado naquele dia, embora fosse ainda jovem e não o tivesse começado a pintar" - amor numa rua escura- Irwin shaw
As regras deste desafio.
1. Pegar no livro mais próximo
2. Abri-lo na página 161
3. Procurar a 5ª frase completa
4. Colocar a frase no blogue
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro (usar o mais próximo)
6. Passar o desafio a cinco pessoas
Para cumprimento da regra 6, passo o desafio a:
a) katraponga
b) delusions
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d)marta
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segunda-feira, agosto 13, 2007
Reler
Este espaço faz este mês quatro anos. Aproveitei para reler o que o tempo fez de mim nestes quatros anos e se traduziu em palavras escritas neste blog. Às vezes é bom olhar para trás...
As motivações durante estes quatro anos foram quase sempre as mesmas. A confissão, o diálogo interior, o pedido interno (ou externo?) de socorro, a expressão intíma da dor, da ternura, do amor e das minhas paixões. Este espaço não têm nomes, nem datas, nem idades ou raças. A escrita vale por ela mesma. Somos todos iguais não é? Ou pelo menos por dentro de nós sentimos todos da mesma forma e este espaço, ensinou-me isso mesmo. Por aqui cruzam-se pessoas de todas as idades, raças e géneros e todos eles de alguma forma se identificaram com as minhas palavras. É essa a razão pela qual este espaço ainda dura. É também uma das razões pelas quais escrevo noutros formatos e noutros lugares.
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segunda-feira, agosto 13, 2007
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segunda-feira, agosto 06, 2007
A ti
O mundo tem uma dívida comigo. Uma dívida de amor, como me disse a minha psicóloga. Talvez ela tenha razão, no que diz respeito à dívida, mas não é com o mundo. É contigo.
Desde bebé, habituei-me a não acreditar nas palavras, nas minhas e sobretudo nas dos outros. Tudo isto tem uma explicação. Quando disse a minha primeira palavra, tu tinhas acabado de sair de casa. E eu precisava de alguém que me sorrisse, me pegasse ao colo e ficasse feliz por mim. Não tive nada disso. Ninguém se apercebeu de que eu tinha chamado por ti. Ao fim de uns poucos anos deixei de chamar. Percebi que não valia a pena. Pai, era apenas uma palavra sem significado, como tantas outras que fui aprendendo ao longo destes anos. Mãe, confesso que também já me disse mais. Um dia, há pouquíssimos anos, disse-me quase tudo, disse-me que era altura de desistir dela e deixá-la viver. Deixei-a viver o suficiente, para ela num dia lindo de Primavera, se suicidar. Ao princípio, pensei que fosse ironia, a Primavera, é a altura, onde tudo nasce. E ela morria. Descobri que não era ironia, era a altura propícia para ela renascer, num outro sítio. Onde e quando, não sei. E penso, sinceramente, que não quero saber. Prefiro agarrar-me a esta ideia de continuação e de renovação. Nada se perde, tudo se transforma.
Transformei a minha raiva em palavras, nas quais alguém acredita. Eu vou acreditando com o passar dos dias. Afinal uma mentira tantas vezes dita, torna-se verdade, ao fim de uns tempos...
Não ter pai, foi sempre a mentira, que me fizeram acreditar, hoje sei que é a verdade, com a qual tenho de conviver diariamente. Já sem medo. Quase sem dor.
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segunda-feira, agosto 06, 2007
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