Sob a mesa de cabeceira há uma foto dela mais nova. Ela de cabelo louro caindo em cachos sobre os ombros ao pé de uma árvore de natal branca.
Era eu, explica-me.
És tu, respondo-lhe.
Acho que não, essa menina não sou eu, diz ela.
Olho novamente para a foto. Ela é capaz de ter razão. Essa menina loura não sabe o que é acordar com um sorriso nos lábios e ver a vida através desta cama. ter um diagnóstico que é quase uma setença de morte. Quase. Porque um sorriso nunca se acaba.
Um sorriso é para sempre, ensina-me , enquanto aperta com força a minha mão.
Amachuco, no bolso do casaco, os resultados do meu exame e tento sorrir como ela.
De repente já não tenho frio. só um pouco de medo.
Definitvamente há qualquer coisa de imortal nos sorriso deste hospital.