Eu um dia serei tão velha para ti. As borbulhas do meu rosto serão rugas vincadas. Os caracóis castanhos de fogo, serão apenas nós num cabelo branco. O tempo também vai passar por mim. E deixar marcas.
Como será se eu crescer?
Tenho medo que um dia troques de vida. Que um dia queiras começar tudo de novo com alguém mais novo. como eu sou hoje. nova para ti. Nova na juventude, no brilho que enche os olhos de brilho e acalenta o sorriso nos lábios que se prendem com os teus.
Como será se eu crescer?
Trocar as listas de livros pelas listas de supermercados, a ópera pela Hanna Montana, as nossas escapadinhas pelo mundo, por um dia num spa.
Como será se eu crescer?.
Trocas-me?
quarta-feira, novembro 17, 2010
sábado, novembro 13, 2010
Em ti.
Não sei o que a dor fez de ti. Não sei se precisas do meu abraço de silêncio, ou das palavras pequenas de conforto. Sei apenas o de sempre: que te penso diaria e injustamente. Que és pensamento a cada instante.
Não sei que marcas deixam as lágrimas no teu rosto. Não sei sequer se ainda andas por cá. Sei que sobrevivo ao silêncio do que ficou. E ainda assim espero por ti.
Relatório da mensagem: Não entregue.
Não sei que marcas deixam as lágrimas no teu rosto. Não sei sequer se ainda andas por cá. Sei que sobrevivo ao silêncio do que ficou. E ainda assim espero por ti.
Relatório da mensagem: Não entregue.
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
sábado, novembro 13, 2010
2 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
domingo, outubro 31, 2010
Não gostes de mim
Pedi-te sempre, não gostes de mim.
Gosta do corpo, gosta do meu riso, da minha falta de juízo, gosta do meu sorriso de menina, da voz ensonada quando acordo, do cigarro que evito, do café da manhã obrigatório, do beicinho do amuo, das unhas encarnadas, do cabelo encaracolado que passo a ferro diariamente, dos relógios que prendem ao tempo.
Gosta do que vês nas fotos e te faz lembrar de mim. Gosta do que a tua memória imagina de mim e inventa de nós como memória persistente. Gosta das cerejas sumarentas que são como palavras entre nós. Gosta dos sonhos que se descobrem nas maçãs do meu rosto. Gostas das estrelas que vislumbras no meu olhar.
Gosta do beijo de sabor intenso a desejo. Gosta da minha imunidade contra paixões e quaisquer outras atracções. Gosta de saber que me vou embora a meio da noite.
Não gostes de mim.
Não me obrigues a dizer que gosto de ti.
Gosta do corpo, gosta do meu riso, da minha falta de juízo, gosta do meu sorriso de menina, da voz ensonada quando acordo, do cigarro que evito, do café da manhã obrigatório, do beicinho do amuo, das unhas encarnadas, do cabelo encaracolado que passo a ferro diariamente, dos relógios que prendem ao tempo.
Gosta do que vês nas fotos e te faz lembrar de mim. Gosta do que a tua memória imagina de mim e inventa de nós como memória persistente. Gosta das cerejas sumarentas que são como palavras entre nós. Gosta dos sonhos que se descobrem nas maçãs do meu rosto. Gostas das estrelas que vislumbras no meu olhar.
Gosta do beijo de sabor intenso a desejo. Gosta da minha imunidade contra paixões e quaisquer outras atracções. Gosta de saber que me vou embora a meio da noite.
Não gostes de mim.
Não me obrigues a dizer que gosto de ti.
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
domingo, outubro 31, 2010
4 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
sábado, outubro 30, 2010
Agarro o teu braço. Procuro a carne. O que está por debaixo da carne. Agarro apenas a carne. Queria conseguir estancar a hemorragia. como se faz isso?
Aperto o braço. Estanco o sangue à custa de seres meu. Por este bocadinho esbulhado a um dia de uma chuva imensa, do lado de fora desta carrinha abandonada que ocupámos. Só hoje. Só agora. Para eu te poder apertar o braço.
Não há lágrimas. Não há adeus. Promete-se sempre que se volta um dia. Ao local do crime.
Aperto o braço. Estanco o sangue à custa de seres meu. Por este bocadinho esbulhado a um dia de uma chuva imensa, do lado de fora desta carrinha abandonada que ocupámos. Só hoje. Só agora. Para eu te poder apertar o braço.
Não há lágrimas. Não há adeus. Promete-se sempre que se volta um dia. Ao local do crime.
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
sábado, outubro 30, 2010
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
quarta-feira, outubro 27, 2010
Tão pouco de ti. Quase nada.
Tenho tão pouco de ti: As conversas ocasionais. O cheiro incorporado no corpo. O olhar suspenso num gesto terno. Tudo é tão pouco que se guarda tudo. O primeiro beijo. O abraço quente. As frases escritas e enviadas em mensagens curtas.Numa conversa que poderia ser de amor. É menos qualquer coisa. Porque o resto dói mais.
Tenho tão pouco de ti.Quase nada.
Tenho tão pouco de ti.Quase nada.
terça-feira, outubro 26, 2010
Preciso de ti. Ligo ao médico?
Doem me as saudades. Nos sitios mais improváveis do corpo. Nas unhas, no cabelo, que segundo o médico que me observa diz queo corpo perdeu vitalidade.
Eu continuo a achar que é só saudade.
Pois, talvez seja da idade. Fala do cálcio, de vitaminas necessárias. E que todos os dias nos esquecemos dos nutrientes essenciais ao nosso bem-estar.
Todos os dias me lembro de ti.
Pescreve-me meia dúzia de comprimidos. Num post-it amarelo, um nº de telefone, para ligar quando precisar de alguma coisa. O que for, reitera-me ele.
Preciso de ti. Ligo ao médico?
Eu continuo a achar que é só saudade.
Pois, talvez seja da idade. Fala do cálcio, de vitaminas necessárias. E que todos os dias nos esquecemos dos nutrientes essenciais ao nosso bem-estar.
Todos os dias me lembro de ti.
Pescreve-me meia dúzia de comprimidos. Num post-it amarelo, um nº de telefone, para ligar quando precisar de alguma coisa. O que for, reitera-me ele.
Preciso de ti. Ligo ao médico?
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
terça-feira, outubro 26, 2010
2 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
segunda-feira, outubro 25, 2010
A caminho dos 30....
A passos apressados para os tão famosos 30, alguns de n´so voltam à infância e respescam o inocente jogo das cadeiras. Ninguém quer ficar sozinho, ama-se mesmo que ou apesar de. O arco-íris já só tem duas cores, e uma é definitivamente o cinzento. Podemos ter crescido, os anos poderão ter passado para o cartão do cidadão pronto a estrear, ainda não é desta vez que morremos, mas assustámo-nos com as fragilidades da vida, deixamo-nos flutuar na leveza morna de um dia a dia que não idealizámos, mas acabamos por escolher. Talvez mudemos. E sejamos felizes. Um dia mesmo que ou apesar de.
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
segunda-feira, outubro 25, 2010
1 comentário:
Hiperligações para esta mensagem
domingo, outubro 24, 2010
Então, quando?
Sempre quis tudo para ontem. Antes de ontem, se fosse possivél.
A pressa de sentir, de viver na curva do teu pescoço, de segurar os teus olhos nos meus, de sorrir de mãos dadas num caminho lamaçento. De te ouvir sussurar o meu nome enquanto dormias.
E o nosso nós demora tanto tempo. Não é desta, percebo ainda. Então quando?
Era para ser ontem. Ou antes de ontem. E já lá ficou tanto tempo para trás.
Permaneces nesse ontem que nunca acontece. Na névoa imensa de "ses" que não consegues enfrentar.
Deixa lá, eu fico para amanhã.
A pressa de sentir, de viver na curva do teu pescoço, de segurar os teus olhos nos meus, de sorrir de mãos dadas num caminho lamaçento. De te ouvir sussurar o meu nome enquanto dormias.
E o nosso nós demora tanto tempo. Não é desta, percebo ainda. Então quando?
Era para ser ontem. Ou antes de ontem. E já lá ficou tanto tempo para trás.
Permaneces nesse ontem que nunca acontece. Na névoa imensa de "ses" que não consegues enfrentar.
Deixa lá, eu fico para amanhã.
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
domingo, outubro 24, 2010
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
quinta-feira, outubro 14, 2010
Do vazio
Reduzo e resumo tudo ao essencial. Toco onde dói. Conheço o âmago da dor. Resumo –me à estufa fria, onde nada com vida pode ser viável. Aproprio-me de palavras. De histórias e de vivências de outrem.
Invento- o mundo está cheio de pessoas vazias- reinvento-me.
Esvazio-me.
Invento- o mundo está cheio de pessoas vazias- reinvento-me.
Esvazio-me.
terça-feira, setembro 28, 2010
Parabéns.
Um dia, antes de ser gente, perguntei-te para onde iam as pessoas quando morriam. Tu, desenhaste-me o rosto com a ponta dos teus dedos e disseste:
- Conto-te à noite.
Tu não me desiludias, contigo aprendi que o prometido pode um dia ser devido. Assim à noitinha em vez de bebermos o leite com mel na minha cama, fomos bebê-lo para a varanda.
- Quando morrem as pessoas transformam-se em pó.
- Pó?!!
- Sim, mas não é um pó qualquer, é pó mágico feito de estrelas e que fica lá em cima no céu a brilhar.
Hoje no dia dos teus anos, onde quer que estejas, qualquer que seja o pó em que a morte te tenha transformado, estás comigo. Para sempre. Parabéns.
- Conto-te à noite.
Tu não me desiludias, contigo aprendi que o prometido pode um dia ser devido. Assim à noitinha em vez de bebermos o leite com mel na minha cama, fomos bebê-lo para a varanda.
- Quando morrem as pessoas transformam-se em pó.
- Pó?!!
- Sim, mas não é um pó qualquer, é pó mágico feito de estrelas e que fica lá em cima no céu a brilhar.
Hoje no dia dos teus anos, onde quer que estejas, qualquer que seja o pó em que a morte te tenha transformado, estás comigo. Para sempre. Parabéns.
Publicada por
Rute Coelho
à(s)
terça-feira, setembro 28, 2010
2 comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Subscrever:
Mensagens (Atom)