Se te tive não dei fé. Se me pertenceste nunca o senti. Então como se pode perder algo que nunca foi verdadeiramente nosso?
Não sei te falar disso. Sei só do vazio. Do frio. E da dor. Do mundo que gira igual. Das pessoas que correm. Dos velhos que morrem e das crianças que nascem. Sei também que me sinto parada no meio de uma rua movimentada e que a qualquer momento posso ser atropelada. Mas não me consigo mexer. Sinto-me presa. Presa ainda a ti.
E no meio da rua, se calhar ainda à tua espera...
Maria da Lua
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