terça-feira, janeiro 25, 2005

kisses

de um beijo teu na minha face de manhã. a meio da tarde como quem precisa de estar sempre a dizer olá. à noite na testa. a despedida terna de quem não precisa de esperar muito. de madrugada o teu beijo. nos meus lábios. dentro da minha imaginação. que voa muito eu sei. E como sei...


quarta-feira, janeiro 19, 2005

de volta

depois de muitos atropelos. de volta. cheia de saudades de voltar a escrever-me e de me perder novamente aqui. no meu canto. encanto e tão cheio de emoções. naufrágios sucessivos. num barco que se mantém sem rumo. sem bússola. orienta-se pela luz da noite. o luar e as estrelas. eu. só.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

quase, quase

no fim do ano. no fim de tantas e tantas emoções. imensos sorrisos e ilusões passageiras, lágrimas que pareciam durar eternidades até secarem, emoções que não passavam e sentimentos que teimavam em ficar. este ano houve de tudo.



agora estou quase, quase a ficar um ano mais velha. mais sábia. ou talvez não. ainda gosto demasiado. ainda corro demasiado. ainda vivo tudo intensamente. será que a idade algum dia vai mudar isto?



BOM ANO PARA TODOS!

sábado, dezembro 18, 2004

quanto tempo demoras?



http://www.olhares.com


Porque não há mais nada depois deste abraço. os nossos caminhos não se voltarão a entrelaçar. não haverão mais nós por contar e desatar. agora estamos sós. no nosso adeus. e no tudo que fica depois dele. apetece perguntar: ainda haverá tempo?



porque voltas. isso eu sei. os anos ensinaram-me. quanto tempo demoras então desta vez?

sábado, dezembro 11, 2004

onde me perco

onde me encontro. onde me volto a perder. em indefinições. tão minhas e tão tuas que me abraçam e silenciam as minhas palavras. depois disto sobrou pouco para te dizer.



o teu silêncio é a parte nua do amor que não queres revelar



assim quero eu acreditar...

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Calmaria



http://www.olhares.com

deixa-te estar. assim. quieto. para eu te poder decorar. devagar. sem pressas como quase sempre que nos víamos. era sempre para ontem. os abraços angustiados. os beijos sôfregos. os toques rápidos. o fim. na pressa. os momentos que se ficaram lá atrás.



agora deixa-me apenas ver-te. não te quero tocar.
a paz na ausência
sem tempo
nem retorno


terça-feira, novembro 30, 2004

Passado, presente e futuro

Fica com o teu passado-presente que eu vou ao encontro do meu futuro.

sábado, novembro 27, 2004

Ainda a voz

porque ainda não há corpo do outro lado do espelho. ainda não há nada de visivél sem ser o sorriso. o meu espelhado na voz que já conheces de cor. o teu, derramado nas infindáveis conversas que roubamos ao tempo que já nos conhece e nos trata por tu. há mais coisas. que não sei nem sequer me atrevo a nomear. sigo-te o exemplo e sou cuidadosa. mas ainda me continua a apetecer adormecer com o som da tua voz. e isso já é alguma coisa ou não?

quarta-feira, novembro 24, 2004

A voz...

Hoje apetecia-me confessar-te que gosto de ti. Dizer-te isso ao telefone. Com aquela voz que te acostumaste a ouvir antes de dormir. Aquela mesma voz ensonada que a custo te diz bom dia através do telefone. Aquela voz mesma voz que te faz sonhar com outras delícias e lentamente faz despir a imaginação ao ritmo dos teus sonhos. Lembras-te dessa voz?
Hoje apetece-me dizer, com essa mesma voz, que gosto de ti. E apetece-me falar contigo...

sexta-feira, novembro 19, 2004

Outono




Porque é Outono ainda. A cor do teu corpo ainda não mudou. Eu ainda não envelheci como envelheço em cada Inverno. Porque ainda há tempo antes de escurecer. despe-me. muda-me. ainda é outono. depois... é sempre demasiado tarde.