domingo, novembro 19, 2006

casamento

ver-te no altar. depois de tudo. ver-te a colocar a aliança. a sorrir. feliz. o dia era teu. a festa também. susti as lágrimas o mais que pude. mas mais do que te ver partir doeu saber que crescemos. nada mais volta a ser igual. nem as brincadeiras, os segredos, ou as guerras de almofadas. mudou tudo. hoje já não tenho medo que caias da árvore e partas uma perna, hoje tenho apenas medo de não te ver sorrir.

2 comentários:

Murphy disse...

Lendo isto, percebo, eu, o Velho Murphy-Good-ol'-Murphy como meu reino não é MESMO deste «mundo». Nunca caí de árvore alguma contigo: sou demasiado velho (ou demasiado... irlandês) para isso.
Sou assim um estranho importuno espreitando pelo buracoi de uma fechadura indiferente e distante.
Este "casamento" deixa-me definitivamente à porta da «igreja».
Melancolicamente, choro um inverno inteiro de lágrimas.

Penélope, a Janela disse...

dado o mundo em que vivemos, é um medo perfeitamente compreensivel. mas pensa assim: podes não evitar que o sorriso se desvaneça, mas podes sempre estar lá para o manter e fazer surgir nas alturas mais inesperadas. os sorrisos são como as flores: precisam de carinho e atenção constantes! ;9